Uma poética da melancolia
a embriaguez de sair de si em Thomas l’Obscur
DOI:
https://doi.org/10.22481/lnostra.v13i1.17266Keywords:
Maurice Blanchot, Desaparição, Impossibilidade, Incomensurável, Literatura, FilosofiaAbstract
O presente ensaio explora Thomas l’Obscur (1950), de Maurice Blanchot, como um espaço de dissolução do ser e de experiência do impossível, articulando-o a uma poética da melancolia e da desaparição. Thomas l’Obscur é uma obra que nos coloca diante da incapacidade de acessar a totalidade do ser, da impossibilidade de se encontrar em uma relação autêntica com o outro, e da eterna busca por um significado que não se realiza. A obra reflete uma experiência do impensável e do irrepresentável, uma escrita que se faz a partir da do limite, da fronteira entre o ser e o não-ser, o visível e o invisível. Desta forma, o objetivo é analisar como a obra encena a fragilidade do sujeito, o esfacelamento da identidade e a recusa da literatura como representação, transformando-a em um campo de forças onde o ser se dispersa no vazio. Para tanto, este ensaio busca fundamentar-se a partir da concepção blanchotiana de literatura como movimento para o neutro e para o silêncio, da problematização do ser e do nada e de sua compreensão da noção de experiência-limite baitalliana, além de utilizarmos como suporte demais leituras que conversem com o tema.
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