Marcadores prosódicos gráficos e organização prosódico-discursiva da escrita de jovens com e sem trissomia do cromossomo 21
Palabras clave:
Prosódia; Texto; Síndrome de Down; Inclusão.Resumen
Este estudo analisa o emprego de marcadores prosódicos gráficos (MPGs) em produções textuais de jovens com trissomia do cromossomo 21 (T21) e de jovens com desenvolvimento típico, à luz das relações entre prosódia, pontuação e construção de sentidos. Objetivou-se analisar a frequência, a diversidade e a funcionalidade discursivo-prosódica dos MPGs, bem como identificar estratégias alternativas de organização textual mobilizadas pelos participantes. Adotou-se abordagem mista, articulando procedimentos quantitativos e qualitativos. O corpus foi constituído por oito produções textuais de jovens entre 17 e 22 anos, distribuídos em dois grupos: quatro participantes com T21 (G1) e quatro com desenvolvimento típico (G2). Foram analisados sete marcadores prosódicos gráficos convencionais: ponto final, vírgula, dois-pontos, travessão, ponto de exclamação, ponto de interrogação e reticências. Os resultados evidenciaram menor frequência e diversidade de MPGs no G1. Entretanto, a análise qualitativa revelou que os participantes com T21 recorreram a estratégias gráfico-visuais alternativas para segmentar informações, organizar o texto e orientar a leitura. Os achados reforçam a compreensão de que os MPGs transcendem a dimensão estritamente normativa, constituindo recursos de organização discursiva e de representação gráfica da prosódia. Conclui-se que sua apropriação é um processo heterogêneo, fortemente relacionado às experiências de letramento, o que evidencia a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas que considerem a funcionalidade discursivo-prosódica da pontuação na construção de sentidos.
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