Autismo Invisível: um estudo sobre a correlação entre o racismo, tratamento e o diagnóstico do autismo na região da grande Vitória–ES
DOI:
https://doi.org/10.22481/lnostra.v.13i2.17792Palavras-chave:
Racismo, Autismo, TEA, Políticas Públicas, Vitória-ESResumo
O processo histórico da escravização do povo africano no Brasil perpetua desigualdades sociais, econômicas e culturais, afetando a saúde mental da população negra. A Psicologia brasileira, inicialmente influenciada pelo colonialismo e eurocentrismo, reforça essas desigualdades. O objetivo geral é identificar o atual cenário científico sobre a temática do racismo presente em pessoas negras autistas com diagnóstico na região Grande Vitória, perpetuando a desigualdade no acesso a políticas públicas de saúde mental para a população negra. Esta pesquisa se caracteriza como documental e qualitativa através da busca por documentos oficiais nos portais dos Órgãos Públicos (prefeituras, câmaras de vereadores) por programas, ações e projetos que contemplem formatos de atendimento para pacientes negros com suspeita ou confirmação de diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os resultados do artigo destacam leis e dados acerca do acesso ao diagnóstico e tratamento da população negra autista na região da grande Vitória no Espírito Santo. Por fim, o trabalho evidencia como o racismo estrutural afeta pessoas negras com TEA no Brasil, limitando o acesso a serviços de saúde e ao diagnóstico precoce. A Lei Berenice Piana não é suficiente para garantir essa igualdade de acesso. É necessária a implementação de políticas públicas efetivas e conscientização para superar desigualdades. A luta antirracista é fundamental para garantir direitos iguais e inclusão para pessoas autistas e negras.
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