Educação para as relações étnico-raciais na creche municipal Ricardina São Pedro de Moura em Santo Estêvão-Bahia
DOI:
https://doi.org/10.22481/odeere.v11i1.18143Palavras-chave:
Educação Antirracista, Educação Infantil, Formação Docente, Identidade Negra, Relações Étnico-RaciaisResumo
O presente artigo analisa a construção de uma educação para as relações étnico-raciais na Creche Municipal Ricardina São Pedro de Moura, localizada na Comunidade da Conga, em Santo Estêvão (BA), com foco no fortalecimento da identidade racial de crianças negras. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, utilizou como instrumentos a observação participante e entrevistas semiestruturadas com a diretora, coordenadora pedagógica e professora da instituição, articulando as falas com os documentos orientadores da creche — o Projeto Político-Pedagógico, o Projeto Institucional de Leitura e o Referencial Curricular Municipal da Educação Infantil. A análise evidenciou que, embora as práticas pedagógicas contemplem ações voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e à implementação da Lei nº 10.639/2003, ainda há necessidade de maior investimento em formação docente para consolidar práticas antirracistas no cotidiano escolar. Constatou-se também que a creche, ao estar inserida em uma comunidade majoritariamente negra, desempenha papel essencial na promoção do pertencimento racial e na reconstrução de identidades positivas desde a primeira infância. A pesquisa reafirma a importância da educação infantil como espaço de reconhecimento, escuta e valorização das infâncias negras, defendendo a formação continuada de professores como caminho para a efetivação de uma educação antirracista e emancipadora.
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