A literatura comparada descolonial como método investigativo de abordagem crítica: uma revisão teórica do método
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v16i2.18117Palavras-chave:
Identidades, Descolonialismo, Subalternidade, Literatura comparadaResumo
Este artigo aborda a literatura comparada de uma perspectiva descolonial, enfatizando a importância de dar voz aos grupos marginalizados e de questionar as narrativas hegemônicas que muitas vezes dominam o campo literário. A literatura é apresentada como um meio poderoso para refletir e criticar as injustiças sociais, e a proposta de uma literatura comparada descolonial busca incluir diversas vozes e experiências, especialmente aquelas que foram historicamente silenciadas. O texto também menciona a necessidade de uma autocrítica no ato de comparar, reconhecendo que as ideologias e discursos dominantes podem perpetuar desigualdades. Além disso, a ideia de "semelhanças-na-diferença" é central para essa abordagem, pois permite uma análise mais rica e complexa das interações entre diferentes culturas e literaturas, sem cair na armadilha da hierarquização. O papel do subalterno é destacado como essencial para descolonizar as visões dominantes e visibilizar o sofrimento de povos marginalizados. O objetivo deste artigo é, portanto, trazer as principais discussões acerca do que se entende por uma Literatura Comparada descolonial. Para fomentar essa discussão, baseamo-nos nos textos de Alós (2012), Mignolo (2003), Nolasco (2024) e Stancheva (2022), dentre outros. Conclui-se que ao comparatista cabe não somente discutir a descolonialidade, mas colocá-la em discussão, no momento de suas práticas comparadas.
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