Pela sinergia didática: a ecoalfabetização como arquitetura integradora para a escola pública real
La ecoalfabetización como arquitectura integradora para la escuela pública real
Palavras-chave:
Ecoalfabetização, Neurociências, Psicolinguística, Inédito Viável, Educação Integral, Informação IntegradaResumo
Este artigo apresenta a Ecoalfabetização como uma arquitetura didática integradora que articula neurociências, psicolinguística, educação integral e o conceito freireano de inédito viável, em diálogo com a filosofia estoica (WHITING, 2018, 2021; ROBERTS, 2015, 2022). Fundamentada na reciclagem neuronal (DEHAENE, 2012), a proposta integra os nove planos da língua como sistema vivo, com ênfase no plano gráfico-visual, e incorpora a escrita expressiva em letra cursiva como ferramenta de processamento emocional integrado. Os cinco critérios da informação integrada (Φ) de Tononi (2008): diferenciação, integração, sinergia, retorno avaliativo imediato e sentido vivido, orientam o planejamento didático, assegurando experiências de aprendizagem ricas e conectadas. A arquitetura considera as condições biológicas inegociáveis para a aprendizagem: sono, nutrição, movimento e regulação emocional. Apoiado nos ideais de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Jaqueline Moll, o artigo oferece cinco oficinas práticas concebidas para a escola pública real, marcada por desigualdades estruturais. Movido pela aposta no inédito viável (FREIRE, 1992), defende a formação integrada de professores da educação infantil ao ensino médio, tratando a alfabetização como um continuum que articula cognição, corpo, emoção, cultura e território, superando a falsa oposição entre métodos e propondo uma sinergia didática possível no chão da escola.
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