POR QUE OS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA EXPLORAM POUQUISSIMAMENTE OS DICIONÁRIOS DE LÍNGUAS?

Autores

  • Marcelo Sabino Luiz Universidade Estadual Paulista (Unesp)

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v12i1.6518

Resumo

Os estudantes da educação básica sabem explorar apropriadamente os recursos do dicionário? O propósito desse trabalho consiste em responder a essa questão, ao destacar as razões que impedem os aprendizes a adotar de modo potencial o dicionário enquanto fonte de pesquisa em suas atividades de recepção e de produção de linguagem. Em resposta ao problema enunciado, este artigo aponta três fatores que determinam o baixo aproveitamento do dicionário em sala de aula pelo aluno, como foram mencionadas nas evidências do estudo proposto por Sabino Luiz (2019), a saber: (i) a ausência de proficiência lexicográfica, (ii) o uso indiscriminado do material lexicográfico pelo aluno e (iii) a vaga mobilização docente frente às práticas didáticas. Diante destas constatações de natureza bibliográfica, defendemos a necessidade de ações pedagógicas voltadas ao letramento e à educação lexicográfica escolar com base nos princípios do quadro teórico da lexicografia pedagógica (LP).

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Biografia do Autor

Marcelo Sabino Luiz, Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Doutorando em Estudos Linguísticos pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Câmpus de São José do Rio Preto-Rio Preto. Mestre em Letras pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp).

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Publicado

2020-07-02

Como Citar

[1]
Sabino Luiz, M. 2020. POR QUE OS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA EXPLORAM POUQUISSIMAMENTE OS DICIONÁRIOS DE LÍNGUAS?. fólio - Revista de Letras. 12, 1 (jul. 2020). DOI:https://doi.org/10.22481/folio.v12i1.6518.