Das idealizações discursivas às fragilidades práticas: o construtivismo no cotidiano escolar

Autores

  • Tássio José da Silva
  • Ingrid Hotte Ambrogi

Palavras-chave:

Alfabetização, Construtivismo, Letramento

Resumo

O presente artigo tem por objetivo investigar de que forma os princípios construtivistas expressos nos documentos oficiais da educação brasileira estão presentes na prática docente, mais especificamente no que se refere ao processo de aquisição da língua escrita. Nesta perspectiva, serão apresentados e analisados os discursos de dez professores de escolas públicas, municipais e estaduais, de Ensino Fundamental I da região metropolitana de São Paulo, identificando a percepção dos docentes acerca do planejamento de atividades de leitura e escrita. Este estudo de caso fundamenta-se em um corpo teórico baseado no livro “Psicogênese da língua escrita”, das autoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky, precursoras dos princípios construtivistas no Brasil. Conclui-se que as práticas construtivistas, apesar de muito difundidas atualmente, são por muitas vezes interpretadas de forma errônea pelos docentes, interpretações que se refletem no processo ensino-aprendizagem da aquisição da língua escrita. Essas práticas são rotuladas como construtivistas, mas, como demonstraremos nesta investigação, seguem todo um arcabouço de métodos tradicionais.

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Publicado

2010-10-02

Como Citar

DA SILVA, T. J.; AMBROGI, I. H. Das idealizações discursivas às fragilidades práticas: o construtivismo no cotidiano escolar. Práxis Educacional, [S. l.], v. 6, n. 9, p. 147-168, 2010. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/638. Acesso em: 17 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos