A prática profissional e a invenção de espaços escolares na Escola Normal da Bahia (1881-1930)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v19i50.11359

Palavras-chave:

escola normal da Bahia, primeira república, prática profissional docente

Resumo

A proposta do artigo consiste em discutir a formação inicial docente assumida pela Escola Normal da Bahia durante a Primeira República, na qual a prática do conhecimento foi considerada uma qualidade determinante para a especialidade do magistério, sua condição profissional. Para efetivar essa concepção formativa, tanto a legislação quanto a organização pedagógica do curso criaram espaços para a atuação prática dos(as) normalistas. A base documental da investigação foi composta por relatórios de diretores e inspetores, artigos de revistas pedagógicas e jornais escritos por professores, pareceres e legislação educacional. A investigação apontou que o processo de modernização do currículo formativo do magistério na Bahia foi resultado de conflitos por uma “feição profissional”, que assumiu a ideia de “prática” como marcador da profissionalização docente. Esta concepção formativa provocou mudanças no espaço escolar com a criação de ambientes e procedimentos cotidianos para a prática e experimentação profissional. 

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Biografia do Autor

Antonieta Miguel, Universidade do Estado da Bahia - Brasil

Antonieta Miguel. Pós-doutora pelo Programa em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas/UFRB. Doutora em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia PPGEduC/UNEB. Docente na Universidade do Estado da Bahia do DCH/06, Caetité. Líder do Grupo de Pesquisa PROMEBA.

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Publicado

2023-04-01

Como Citar

MIGUEL, A. A prática profissional e a invenção de espaços escolares na Escola Normal da Bahia (1881-1930). Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 19, n. 50, p. e11359, 2023. DOI: 10.22481/praxisedu.v19i50.11359. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/11359. Acesso em: 17 jul. 2024.