O HORÁRIO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO CRÍTICA: LIMITES E POSSIBILIDADES

Resumo

Este trabalho apresenta os principais resultados de uma pesquisa que analisou a formação em serviço de professores de uma escola pública localizada no município de Jitaúna-BA, focalizando o horário de Atividades Complementares (AC). O principal referencial teórico adotado foi a Teoria Crítica do Ensino de Carr e Kemmis (1988). Os dados foram constituídos por meio de entrevistas com professores e de observação participante, com registros em diários de campo e gravações de áudio. A análise foi baseada na Análise Textual Discursiva, orientada por quatro categorias extraídas do referencial teórico: autorreflexão, reflexão coletiva, relação dialética teoria-prática e pesquisa. Como resultado, observamos possibilidades de aproximação com uma formação de caráter crítico pela presença de características como a autorreflexão e a reflexão coletiva, que podem ser desenvolvidas nas discussões das AC. Por outro lado, a realização de pesquisas por esses professores, ainda é algo distante, devido principalmente à falta de tempo dos docentes. Consideramos que os limites apontados nessa investigação podem ser superados por meio de enfrentamento coletivo, de maneira que consideramos possível uma formação orientada pela racionalidade crítica que se dê na própria escola.

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Biografias do Autor

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Mestre em Educação Científica e Formação de Professores, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Formação e Atuação de Professores de Ciências (FACI).

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Doutora em Educação para a Ciência pela Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (UNESP), São Paulo. Docente do Departamento de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Formação de Professores, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Formação e Atuação de Professores de Ciências (FACI).

Publicado
2019-10-01
Como Citar
DOS SANTOS, Eduardo Lourenço; CHAPANI, Daisi Teresinha. O HORÁRIO DE ATIVIDADES COMPLEMENTARES COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO CRÍTICA: LIMITES E POSSIBILIDADES. Práxis Educacional, [S.l.], v. 15, n. 35, p. 490-509, out. 2019. ISSN 2178-2679. Disponível em: <http://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/5694>. Acesso em: 15 dez. 2019. doi: https://doi.org/10.22481/praxisedu.v15i35.5694.