AS PRÁTICAS COTIDIANAS DE LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA COMO UM DIREITO DA INFÂNCIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v16i41.7263

Palavras-chave:

Alfabetização, Escritas cotidianas, Infância

Resumo

A relação entre a infância e a alfabetização ainda é um acirrado campo de disputas teóricas e metodológicas no Brasil. No bojo das reflexões sobre a infância, o termo alfabetização foi banido dos discursos oficiais. Esse posicionamento tem consequências sérias porque trata a alfabetização como uma tarefa estritamente escolar, situada em um período específico da vida das crianças e desconsidera que a alfabetização é um processo pelo qual as crianças passam para compreender os diferentes usos da escrita na sociedade. Face à problemática, apresentamos uma discussão sobre as interfaces entre infância, cultura e escrita para defender que o entendimento da criança como um sujeito que produz cultura e é por ela produzida, inclui o direito de fazer uso da escrita, um instrumentos linguístico importantíssimo da cultura do qual todas nasceram herdeiras. Na sequência, destacamos as escritas domésticas como um aspecto cultural do qual as crianças se apropriam para participar da vida social no ambiente familiar. A partir disto, provocamos uma reflexão sobre as situações de escrita que organizam o funcionamento da sala de aula e da escola para defender a inclusão das escritas cotidianas nos currículos escolares, através de uma ação intencional e planejada que possam legitimá-las em seu conjunto, assim como acontece com outras práticas de leitura e escrita. Por fim, reiteramos a ideia de que o direito à infância inclui o direito à alfabetização, entendida como o ingresso nas diferentes culturas do escrito.

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Biografia do Autor

Giovana Cristina Zen, Universidade Federal da Bahia – Brasil

Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia; Bahia, Brasil. Participa do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Didática e Ludicidade (GEPEL) e do Grupo de Pesquisa Formação em Exercício de Professores (FEP), ambos do Programa de Pós- Graduação em Educação da FACED/UFBA.

María Claudia Molinari, Universidad Nacional de La Plata – Argentina

Profesora en Ciencias de la Educación, Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad Nacional de La Plata, República Argentina. Magíster en Ciencias con Especialidad en Investigaciones Educativas. DIE-CINVESTAV - México.

Aline Carvalho Nascimento, Instituto Chapada de Educação e Pesquisa – Brasil

Formadora do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (ICEP), Bahia, Brasil. Especialista em Política do Planejamento Pedagógico (UNEB).

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Publicado

2020-09-07

Como Citar

ZEN, G. C.; MOLINARI, M. C.; NASCIMENTO, A. C. AS PRÁTICAS COTIDIANAS DE LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA COMO UM DIREITO DA INFÂNCIA. Práxis Educacional, [S. l.], v. 16, n. 41, p. 255-277, 2020. DOI: 10.22481/praxisedu.v16i41.7263. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/index.php/praxis/article/view/7263. Acesso em: 18 out. 2021.